Cresce o número de pessoas que evitam notícias sobre o coronavírus

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Nos primeiros meses da pandemia, a busca por novidades sobre o assunto disparou. No fim de março, com o avanço do coronavírus, o tráfego dos principais portais de notícias do mundo chegou a crescer 54% em relação aos níveis de um mês antes. Agora, no entanto, mesmo com o número de casos e mortes causadas pela covid-19 ainda em crescimento, as pessoas têm evitado o noticiário sobre o tema cada vez mais, segundo um levantamento do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, da Universidade de Oxford.

A pesquisa foi realizada no Reino Unido entre os dias 7 e 13 de maio. Dos quase 2 mil entrevistados, 22% disseram que “sempre ou quase sempre” tentam evitar notícias sobre a pandemia de maneira deliberada. Segundo os autores, isso representou um aumento “significativo” em relação aos 15% registrados apenas três semanas antes. Os que afirmam que evitam as notícias “às vezes” somam agora mais da metade do total: esse contingente chegou a 59%; três semanas antes, a fatia era de 49%.

As mulheres são as mais propensas a evitar as notícias sobre o coronavírus, de acordo com a pesquisa; das entrevistadas, 26% revelaram agir dessa forma. Entre os homens, os que fazem o mesmo sempre ou quase sempre são 18% do total.

Os pesquisadores também detectaram que a população que tem entre 25 a 44 anos – grupo que concentra grande parte dos adultos em idade produtiva – é a que mais tende a evitar o noticiário sobre a covid-19. Nessa faixa, os que agem dessa forma chegam a 28%. Tanto para quem tem menos de 25 anos quanto para os de 45 ou mais, a “fuga” do noticiário foi relatada por 19% dos consultados.

E por que as pessoas estão evitando o noticiário sobre a pandemia, mesmo com a crise ainda tão acentuada – e longe do fim? Nada menos que dois terços (66%) dos entrevistados relataram que fazem isso porque têm receio com os efeitos das notícias sobre seu estado de humor. Entre os depoimentos opcionais apareceram frases como “as notícias me deixam tremendamente estressado” e “eu sou bombardeado com notícias negativas”. Outros 28% afirmaram que evitam o noticiário porque sentem que não há nada que possam fazer com as informações relatadas.

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